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A new version of WordPress is available! Please update now.

6, fevereiro, 2008

Ontem saiu a atualização do WordPress para versão 2.3.3 que corrigiu algumas vulnerabilidades de segurança do sistema mais precisamente o arquivo xmlrpc.php. Quando sai uma atualização, o WordPress oferece dois pacotes para download. O primeiro, com apenas o(s) arquivo(s) alterado(s) e outra com todo o sistema, já com o que foi corrigido junto. No caso de ontem, como foi só um arquivo “urgente”, preferi fazer o update parcial. Segundo o próprio blog do WordPress sugeria, era necessário apenas sobrescrever o arquivo xmlrpc.php dentro da raiz da instalação do WP e pronto.

Entretanto, continuava a mensagem de que uma nova versão do WordPress estava disponível pedindo para baixá-la com o link para a mesma. Como tirar essa mensagem chata? Simples:

Procure a pasta wp-includes dentro do seu host e nela o arquivo version.php. A função que faz o painél de administração do blog exibir esse aviso chama este arquivo e nele está o uma chamada para a versão atual do seu WordPress. Como você não atualizou os demais arquivos, incluindo o version.php, é como se o WordPress ainda não estivesse atualizado. Então, basta você alterar a linha 5, onde está:

$wp_version = ’2.3.2′;

altere para:

$wp_version = ’2.3.3′;

Simples assim.

NOTA IMPORTANTE: Não precisaria dizer isso aqui, mas o seguro morreu de velho. Esta função APENAS e tão SOMENTE APENAS retira a mensagem de que necessita uma atualização. Se você não atualizou o seu WordPress, o faça, como toda e qualquer atualização de segurança nova que é disponibilizada.

NOTA IMPORTANTE 2: Não somente neste caso, mas sempre que for alterar um arquivo dentro do seu host, conte sempre com uma cópia de segurança que deve ser feita antes mesmo de qualquer alteração.

Daniel Becher Séries/Tutoriais , , , ,

Otimizando imagens: como reduzir o tamanho das imagens

5, fevereiro, 2008

Você fez uma escolha importante e, na minha opinião, mais lúcida: vai hospedar no seu próprio host as imagens que você vai usar nos seus posts. Ótimo. Mas em contra-partida quer otimizar ao máximo esse trabalho para que ele não consuma um recurso que pode sair caro, que é a banda. Vou dar algumas dicas para que isso não aconteça e você não tenha sustos como vez por outra encontrar seu blog fora do ar com o erro 509 (Bandwidht Limit Exceeded).

Saiba escolher o formato da imagem

PNG, GIF e, céus, TIFF são excelentes formatos que permitem oferecer poderio gráfico para algum trabalho mais específico. Aqui estamos falando de banda escassa ou racionalizada e de imagens que vão apenas ilustrar e ajudar a transmitir uma idéia. Você não vai ganhar nenhum concurso de photoshopeiro funboy com seu blog, a menos que ele se proponha a isso. Use imagens em formato JPEG que te permite uma compactação maior sem perder tanta qualidade. Uma boa imagem otimizada pode passar de seus absurdos 150kb para otimizados e ecologicamente corretos 20, 25 kilobytes.

O tamanho em pixels da sua imagem precisa condizer com o tamanho do seu blog

Nada de pegar imagens em 1024×728 e sair postando no seu blog. Não preciso lembrar você que nos propusemos a usar imagens somente (e tão somente) para ilustrar e completar idéias para o seu texto. Se não há necessidade de explicar o que você está escrevendo com uma imagem grande em resolução, então elimine aquele link maravilhoso de “clique aqui para ampliar“. Se você economizar no tamanho, economize. O mais importante é o texto, não esqueça disso.

Tenha um bom editor de imagens instalados no seu PC

Um editor de imagens prático e ágil instalado no computador é pré-requisito para qualquer blogueiro que se preze. Você pode se virar com softwares como o Picasa, por exemplo. Mas se tiver a oportunidade, instale um Photoshop, um Fireworks ou até mesmo o simplório Paint Shop Pro.

Ferramentas ONLINE para otimização de imagens

Se você não quiser instalar um software freeware ou quiser economizar numa licença de softwares como Photoshop ou Fireworks, pode usar duas ferramentas online que fazem o serviço parecido:

Online Image Optimizer – Limite de 300kb para “subir” a imagem a ser otimizada e só mexe na “qualidade” da imagem e não nas dimensões dela (o que, vendo abaixo, vai ajudar na otimização).

Image Optimizer .Net – Sem limites de upload e permite fazer o redimensionamento.

Um exemplo prático

Para dar um exemplo prático, achei um blogueiro que reclamou em um post que sua banda no PhotoBucket chegou ao limite. Ele provavelmente não sabe, mas aqui no metablog ele vai ganhar uma consultoria na faixa. Vamos aos fatos.

Como ia dizendo, ele reclamou que sua banda chegou ao limite. Não importa se é no PhotoBucket ou no seu próprio blog que as imagens são hospedadas, se há um limite ele deve otimizar. Mas vendo as suas imagens postadas, notei que quase nenhuma está abaixo dos 100kb. Como já disse na série, o ideal é que uma imagem nunca ultrapasse os 20kb. Uma delas, com 150kb:

Imagem não otimizada

Nota: outro erro muito grave que um blogueiro comete ao postar uma foto é não alterar a resolução dela em pixels. Não somente a resolução de pontos por pixels (DPI), mas o tamanho dela, horizontal e vertical. Vemos que a foto original do post dele estava redimensionada para 490px x 328px. Salvando a foto no PC, notei que ela tinha 748px x 500px. Ou seja, ela foi redimensionada para exibição, mas ela carregava o tamanho original.

Salvei a imagem no meu computador, editei no Macromedia Fireworks 8 e exportei em JPG, diminui a qualidade dela e um pouco da resolução para “caber” no post sem sobrar para os lados. Vejam o resultado:

Imagem otimizada

Agora a imagem tem 450px x 301px, com a “qualidade” menor e 10x mais “leve”. O resultado é uma imagem de 16kb.

Fazendo uma pequena continha de matemática básica, na foto original do blog dele, 500 pessoas por dia visualizando aquela foto consumiriam mensalmente um total de banda de 2,15gb. A MINHA imagem otimizada consumiria 0,22gb no mesmo período. Uma economia de mais de 85%.

Exemplo prático usando os serviços online de otimização de imagens

Image Optimizer

O mesmo resultado de otimização, porém mais rápido, gratuito e online.

Conclusão da série

Usem essas dicas e não terão dores de cabeça com banda no blog. Ou pelo menos não por causa de falta de planejamento.

Daniel Becher Séries/Tutoriais , , , ,

Nova atualização: WordPress 2.3.3

5, fevereiro, 2008

Há exatos 58 dias saiu uma nova atualização para o WordPress, não de estética, não de desempenho nem alguma feature nova. Era uma atualização (2.3.2) de segurança corrigindo falhas na versão 2.3.1. Com update de segurança não se brinca, se você tem um blog e não quer se incomodar com ele, deve fazê-las assim que possível. E, claro, recomenda-se um backup antes do seu tema, da instalação do seu WordPress e da sua base de dados.

Faz exatamente 5 horas que o WordPress lançou outra atualização de segurança: a 2.3.3. Nela, a única coisa que muda é o arquivo xmlprc.php, localizado no diretório principal do blog, que serve para a comunicação do seu blog com algumas aplicações externas. Ainda que você não use, ou pensa que não está usando, urge que você faça esse update.

Você tem duas opções: atualizar o WordPress por completo, ou somente o arquivo XMLPRC.php. Eu fiz em meus blogs a segunda opção, já havia feito a “completa” na 2.3.2.

Segundo o blog oficial do WordPress, há também uma falha de segurança no plugin WP-Forum. Se você o utiliza, trabalho dobrado. É necessário atualizá-lo também.

O post desse anúncio ainda diz, numa tradução livre do bom inglês:

“Desde que estejamos falando de segurança, lembre-se de usar senhas fortes (difíceis) e trocá-las com frequência. Enquanto atualiza o WordPress e seus plugins, considere atualizar as suas senhas.”

Daniel Becher WordPress , , , ,

Otimizando imagens: sites que hospedam fotos gratuitamente

4, fevereiro, 2008

Já entendemos que temos que escolher um esquema antes de começar qualquer tipo de blog que pretende usar imagens nos seus posts. Deixar de usá-las creio que não seja o caminho. Como lidamos com texto, as vezes não conseguimos nos expressar somente através dele e uma imagem ajuda-nos a, além de ilustrar, passar a mensagem por completo.

Resta-nos duas opções: a primeira é a mais fácil, usarmos a própria conta de hospedagem para isso. A segunda seria usar um serviço externo, um disco virtual ou um álbum de fotos terceirizado.

Usar a nossa própria banda, ou seja, hospedar nossas imagens no próprio servidor do blog implica em racionalizá-las de modo que elas não nos causem prejuízos ou surpresas desagradáveis.

Usar um serviço terceirizado pode ser a saída se você não quer se preocupar com o tamanho das imagens (o que eu particularmente não aconselho). Alguns desses serviços, ainda, têm APIs públicas que já foram exploradas e desenvolvidas plugins para o WordPress em cima delas a fim de facilitar o trabalho sujo. Cito alguns:

PhotoBucket – Tem limite de banda mensal, limite do tamanho (em pixels, não em kb) das imagens e não limite de armazenamento.

DivShare – Compatível com o DivShare,  sem o limite de pixels e o limite de banda tão precário e ainda possui plugin para WordPress próprio.

Flickr – Serviço muito bom da Yahoo!, mas a conta gratuita tem limite para exibição (interna e externa, pois sua principal função é de rede social) das 200 últimas imagens. Outra limitação é que você só pode subir 100mb por mês. Por 45 reais anuais você consegue uma conta sem qualquer tipo de limitação. Existem alguns plugins para WordPress que facilitam a inserção das imagens.

PicasaWeb – Serviço da Google. A limitação da conta gratuita é de 1gb, dependendo o número de imagens hospedadas apenas o tamanho delas pois quanto menores, mais caberão. Não existe limite de banda nem de uploads mensais. É possível upgrade pago. Também possui plugins disponíveis.

Daniel Becher Séries/Tutoriais

Otimizando imagens: a banda e o desempenho agradecem

4, fevereiro, 2008

Começar um blog que tem um domínio registrado e por consequência necessita de um plano de hospedagem paga não é uma tarefa puramente burocrática. Se você quer que seu blog seja versátil ao carregar e não quer gastar dinheiro desnecessariamente, é bom planejar muito bem como você vai lidar com as imagens – que diga-se de passagem são indispensáveis para um bom post – assim que a idéia inicial do blog surgir.

Essa preocupação se dá por dois motivos:

  1. Banda. Quando você contrata um provedor de hospedagem você tem a opção de escolher a quantidade de banda a ser usada por mês, ou seja, quanto o seu blog como um todo vai trafegar de dados pelo link desse provedor. As imagens ganham um peso maior nesta escolha, pois uma imagem só num post é mais “pesada”, geralmente, que um texto com 1000 palavras.
  2. Velocidade. Independente se o seu blog for monetizado ou não, quanto mais rápido ele abrir melhor para o visitante e há menor probabilidade de ele cansar dessa navegabilidade pesada e fechá-lo sem mesmo ler algum parágrafo. Mais uma vez as imagens fazem diferença, quanto maiores em tamanho (kbytes) elas forem, mais demorado será o carregamento do seu blog.

Por quê planejar o esquema de imagens antes de começar o blog?

bandwidth exceeded

Simples. Digamos que você escolheu um plano de hospedagem básico que permite 2 gigabytes de transferência mensal de dados. Você até então está hospedando as imagens no seu próprio servidor. Sua visitação é baixa, suponhamos que você tenha 500 visitas por dia e suas imagens são pesadas – 150 kbytes, em média. Somente com as imagens, nestas condições, você já ultrapassaria o limite de banda do servidor.

Porque: 150kb (tamanho da imagem) * 500 (visitas diárias) = 75.000kb ou 73,5mb diários. Em um mês, 73,5mb * 30, você chegaria aos absurdos 2.205 megabytes (2,15gb) de banda consumida SOMENTE pelas imagens, sem considerarmos os textos e demais recursos do seu blog.

Mas você já criou as imagens, postou-as e o blog está tendo visitação. Para resolver este problema sem que a saída seja BANCAR financeiramente esta “extravagância”, você teria que pegar imagem por imagem (e aqui supomos que para você ter em média 500 visitantes por dia, você esteja mantendo seu blog há uns 6 meses e isso dá um bocado de posts com outro bocado de imagens) e ajustá-las. Depois desse tempo todo e dessa quantidade estrondosa de imagens uploadeadas no seu blog, você vai preferir, por conta da mão de obra, dobrar o plano e a bola de neve aumenta na próxima crise de banda.

Vai por mim, eu deveria vender este conselho: planeje o seu esquema imagens antes mesmo de escrever o primeiro post.

Mas peraí, o que é um esquema de imagens?

Você não necessariamente precisa hospedá-las no seu próprio blog, existem sistemas gratuitos e pagos que fazem este serviço pra você sem que a banda saia do seu bolso. Mas isso é um assunto que abordarei nos próximos artigos desta série.

Daniel Becher Séries/Tutoriais , , , ,

Plugins para inibir Splogs

3, fevereiro, 2008

Primeiramente, vamos aos fatos. Tenho lido bastantes artigos e comentários em listas de discussão acerca dos blogs gentil e desmerecidamente chamados de “agregadores de conteúdo”, os vulgos splogs. Splog é, basicamente, um blog criado, instalado e configurado para chupar conteúdo alheio através dos feeds.

Um pequeno exemplo: eu instalo o WordPress no meu servidor, coloco um tema agradável, monetizo ele e, no auge da minha incompetência de criar uma meia-dúzia de textos de redação de quarta-série primária, instalo um plugin que traz os posts de uma lista de feeds de blogs pré-configurados como se fossem posts meus, sob forma de “excerpt” (resumo do post, ou melhor, as primeiras X palavras do texto) ou mesmo na íntegra aumentando ainda mais a cara-de-pau do sujeito. O que eu fiz de produtivo? Nada, só me aproveitei do trabalho dos outros, esperei indexar o conteúdo no Google e os clicks nos programas de afiliados aparecerem.

São raros os blogs que ainda fornecem feeds resumidos ao invés de feeds completos. Não foi fácil conseguir isso, depois de muito falatório e disse que me disse, os blogs que não ofereciam os feeds de forma completa acabaram ficando pra trás, assim como os que não o ofereciam de forma alguma, meio que forçando todos a se adequarem à esta situação.

Splogs

Mediante aos splogs, parece-me que muitos blogueiros estão repensando o fato de distribuir RSS feeds de forma completa e plena. Alguns, inclusive, atentos à isso, estão se mexendo e criando plugins para tentar inibir a ação desses mau-caráter que assolam a blogosfera querendo ganhar dinheiro às custas alheias. Não vivo nem pretendo pensar como Pollyana achando que isso um dia vai acabar, mas não custa fazer alguns testes com estes dois plugins que (tentam) inibem a ação de splogs. Afinal, é necessário pelo menos tentar.

  • Better Feed: Além de fazer um controle melhor do Read More (leia mais), adição de comentários, possibilidade de fazer um esquema de páginas seguintes (next pages), criar uma lista de posts relacionados aos seus feeds, ele pode adicionar à alimentação de assinaturas do seu blog um aviso de Copyright (ou Creative Commons ou seja lá que licença você vai definir seu blog). Desta forma, quando o spammer puxa o seu post automaticamente ele puxa o aviso de que o post pode estar sendo plagiado.
  • Anti-Leech: Este aqui não insere nada no seu feed. A bem da verdade, para seus assinantes “normais”, ele continua fornecendo o feed completo tal qual sem ele instalado. A diferença é que ele tenta identificar o blog usando a string “User-agent” para tentar classificar o “chupador” (leech) do seu conteúdo, fornecendo, então, um conteúdo diferente do que o seu leitor fiel vê. (a página do plugin existe mas, no momento em que tentei fazer testes com ele, o download estava indisponível. Este parêntese vai ser removido assim que o plugin estiver novamente disponível).

Daniel Becher Plugins , , ,

Blog – Eu também quero

29, janeiro, 2008

Tudo na vida existe uma razão de ser. Não raro, vemos advogados frustrados na vida exercendos profissões totalmente diferentes daquelas que estudaram toda uma juventude e se prepararam especificamente. Médicos fazendo bicos, professoras trabalhando como babás, contadores que acabam saindo da formação e indo parar num restaurante fazendo pizza. É normal que o mercado de trabalho não abra tantas vagas quanto jovens saem das escolas e faculdades, muito embora alguns defendam que vagas existem, o que não é fácil de achar é mão de obra qualificada. Além de vermos muita gente seguindo uma carreira por influência da família, há alguns que o fazem pela dita “nobreza” da profissão e pelos atrativos financeiros que ela proporciona.A situação é parecida quando falamos de blogs. Muitos fazem porque três ou mais amigos e conhecidos o tem ou porque viu o Edney em alguma entrevista dizendo que largou um tentador emprego de tecnologia que pagava MUITO mais do que o normal para se aventurar na vida blogueira. Claro que não foi bem assim, e a cronologia dos acontecimentos não é exatamente essa, mas quem vê pensa dessa forma.

Meus amigos têm blog. Eu também quero…

Errado. As moscas comem merda, você não deve fazer isso se não estiver com vontade, apenas para fazer igual à elas. Blogs demandam vontade. Se você quer escrever para compartilhar suas idéias sobre um determinado assunto, caracterizando um blog de nicho, ou um blog de variedades dando seus pitacos aleatoriamente sobre o seu cotidiano, você precisa estar disposto a passar algumas semanas ou, dependendo da sua habilidade em arrebanhar leitores, meses com 10 visitas únicas por dia sendo que 5 foram seus testes e outras 3 foram dos amigos supra-citados.

Se você quer ter um blog sério, quer se tornar visível e adicionar opinião relevante na blogosfera, é bom ter paciência e persistência. Os resultados podem demorar a aparecer e no início você pode se sentir mais solitário que o locutor da única rádio da cidade de Nossa Senhora da Bicicletinha.

É bom ir se acostumando também com a idéia de que no início é tudo muito lindo e maravilhoso, você sempre tem idéias de possíveis posts e qualquer cachorro trepando na rua é pauta para um artigo sobre a reprodução sexuada dos basset albinos. Com o passar do tempo, você precisa manter a mesma frequência de atualizações de postagens para que seu blog não caia no esquecimento dos leitores fiéis.

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Ser perseverante sim. Teimoso, não.

Meus amigos ganham dinheiro com blog. Eu também quero…

Taí outro grande motivo que leva um cidadão abandonar seu blog logo no primeiro mês. Ele vê o seu colega de sala de aula comentar que chegou aos primeiros cem dólares no AdSense e mês que vem vai ter suas baladas financiadas pelo programa de afiliados, o olhinho já cresce e sai logo fazendo um cadastro no Blogspot. Ainda vou falar mais detalhadamente sobre o que eu acho dessa história de querer ficar rico com blogs, mas de início posso dizer que além de não ser pra qualquer um, porque necessita o mesmo esforço para manter alguns leitores fiéis elevado a enésima potência, não é tão fácil quanto parece. No início, você não vai ganhar nem pro fumo.

Uma dica muito interessante é: se você não faz um blog porque GOSTA, você não ganhará dinheiro com ele. Muitos tentam separar probloggers (os que sobrevivem disso) dos funbloggers (os que são apenas entusiastas ou mesmo querem manter um blog sério, mas sem retornos financeiros). É impossível. Você pode ser um funblogger sem ser problogger, mas nunca o inverso. A qualidade dos seus posts, ainda que direcionados aos paraquedistas (a turma que acessa seu blog através das buscas no Google), deve ser razoável e você deve ser um incessante estudioso sobre posicionamento nos motores de busca, posicionamento dos anúncios fazendo uma monetização decente, etc. Sem gostar, sem ter vontade e, principalmente, sem sentir prazer em escrever um bom texto, você não vai a lugar nenhum. Nem um péssimo mercenário você será.

Meu amigo escreve mal e tem um blog. Eu também quero…

Admito que nestas entrelinhas vez por outra você poderá achar um erro gramatical. Mesmo com o meu conhecimento na língua portuguesa aliado sempre a um corretor ortográfico, as vezes cometo erros crassos ao fazer um texto. Mas se você não tem a mínima habilidade com o idioma que escreve, não tem a capacidade de juntar um raciocínio ao outro e disso tudo fazer algo entendível, nem que seja uma redação do “Ivo viu a uva” da segunda série primária, você não vai sobreviver nessa selva de pedras. Portanto, além de gostar de escrever em blogs, você precisa dominar um pouco a gramática. Do contrário, você vai ser motivo de piada.

Meu amigo tem um blog NonSense. Eu também quero…

Você pode escrever sobre qualquer coisa, qualquer assunto específico ou mesmo sobre variedades, mas deverá dominar o assunto que escreve. Se você vai escrever sobre a reprodução sexuada dos basset albinos, você precisa saber explicar como acontece desde o fuck-fuck até a gestação do filhote. Ou seja, não importa quão esdrúxulo os outros achem o assunto que você escreve, e sim qual autonomia você tem de debater sobre isso. Se você for escrever sobre a tal reprodução e não souber quanto tempo dura o orgasmo de um cachorro, sinceramente, você não é interessante.

Este texto é apenas uma introdução aos preceitos básicos para se ter um blog. Existem outros tantos ainda conversaremos, desta vez mais afundo, na sequência deste blog ainda imberbe. Mas um conselho: se você não passou por este filtro acima, EU recomendo que você vá a papelaria mais próxima e compre um diário. E nunca, nunca mostre pra ninguém.

Daniel Becher Geral