Comparativo entre plugins de cache — tempo de carregamento
Com a notícia de que o Google vai passar a punir sites cujas páginas carregam lentamente, a discussão acerca das maneiras de acelerar o WordPress com a utilização de plugins de cache e assemelhados se fortalece.
Embora a função primária de um plugin de cache não seja acelerar o carregamento das páginas, e sim evitar processamento duplicado, economizando ciclos de processamento, uma boa solução de cache pode significar, sim, algum ganho de velocidade.
Tendo em vista esse parâmetro efetuamos um teste simples (e sem nenhuma pretensão de ter valor científico, e ainda menos de servir de guia para a escolha de ninguém.
Plugins considerados
Testamos o WordPress em sete cenários diferentes, envolvendo três plugins.
- Sem plugin algum de cache;
- Hyper Cache;
- WP Super Cache em modo Half;
- WP Super Cache em modo Full;
- WP Super Cache em modo Full servindo HTML direto do cache;
- Quick Cache;
- Quick Cache com gzip ativado.
Cabe dizer aqui que o Quick Cache sequer havia sido cogitado; em seu lugar, neste teste, pretendíamos usar o W3 Total Cache, que ficará para uma próxima oportunidade tendo em vista que ele é menos trivial de se fazer funcionar, requerendo configurações de servidor que talvez sejam menos fáceis para o blogueiro comum.
Entretanto, quando fomos instalar o WP Super Cache acabamos encontrando por acaso o Quick Cache, e sua proposta de ser uma alternativa àquele plugin agradou; experimentamos e gostamos (mais detalhes abaixo).
Blog testado
O blog que escolhemos para fazer o teste foi o Emagrecer, e testamos a página inicial e mais dois posts escolhidos aleatoriamente.
- “Gene da Obesidade” pode ser superado com exercícios (Post 1);
- Diário de um gordo (Post 2).
Ferramenta de medição
Utilizamos a ferramenta de teste de página completa do Pingdom para medir o tempo total de carregamento das páginas.
Metodologia
A metodologia adotada foi muito simples.
A cada teste, em cada cenário, instalávamos o plugin e o configurávamos de acordo, e num outro navegador acessávamos cada uma das três páginas para garantir que elas estivessem em cache, e então efetuávamos o teste pelo Pingdom.
Os tempos de carregamento total foram anotados e são reproduzidos na tabela abaixo.
Resumo dos Resultados
| Plugin | Home Page | Post 1 | Post 2 | Média |
|---|---|---|---|---|
| Sem cache | 3,6s | 3,9s | 6,4s | 4,6s |
| Hyper Cache | 5,6s | 5,4s | 3,3s | 4,8s |
| Super Cache Half Mode | 3,1s | 5,5s | 6,1s | 4,9s |
| Super Cache Full Mode | 4,9s | 3,1s | 3,3s | 3,8s |
| Super Cache Full Mode HTML | 3,0s | 3,0s | 4,9s | 3,6s |
| Quick Cache | 3,0s | 3,5s | 3,2s | 3,2s |
| Quick Cache com gzip | 3,1s | 3,5s | 4,2s | 3,6s |
| Média | 3,8s | 4,0s | 4,5s | 4,1s |
Interpretação dos Resultados
A tabela acima demonstra que tempos de carregamentos de página isolados não querem dizer muita coisa, haja vista um post que foi bem num cenário foi mal em outro, e outro post que foi mal no primeiro foi bem no segundo. Por exemplo: o Post 2 se saiu bem com o Hyper Cache (3,3s) e foi mal no WP Super Cache em Full Mode servindo HTML direto; entretanto, o Post 1 se saiu melhor neste cenário de plugin, mas se saiu pior com o Hyper Cache.
A tabela demonstra também que variações nos tempos de carregamento são comuns, e seria necessário uma amostragem muito maior para ser possível chegar a valores estatisticamente mais úteis e expressivos.
Por fim, demonstra também que em situações normais todos os plugins de cache se comportam de maneira semelhante, cabendo mais a cada blogueiro decidir pelo que lhe for mais simpático, agradável, fácil de instalar, ou qualquer outro critério; ou seja, o que é ótimo para mim pode não ser para você, e vice-versa.
Entretanto, é notável que o Quick Cache tenha apresentado menos variações nos tempos de carregamento das três páginas, e obtido a menor média (3,2s na média), o que nesse caso é desejável. Considerando o fato de que o Quick Cache nem deveria ter entrado no teste, podemos dizer que ele foi uma grata surpresa.
Outras Considerações
A ativação e desativação do Quick Cache não é tão simples e sem falhas como deveria; aparentemente a rotina de “coleta de lixo” ainda tem algum bugzinho não resolvido, causando mensagens de erro estranhas de tempos em tempos da “Dashboard”.
Apesar disso, vale a pena testar o plugin.
As principais diferenças do Quick Cache para o WP Super Cache são as seguintes, retiradas da documentação do plugin e livremente traduzidas para privilegiar a simplicidade.
- O Quick Cache tem menos código, logo tende a ser mais eficiente, e não requer nenhuma regra de reescrita de URL no .htaccess, e para usar basta ativa o plugin (não tenho certeza de que o WP Super Cache exija as regras de reescrita, mas como consta na documentação fica aqui o item).
- O Quick Cache já vem preconfigurado com as opções mais típicas, enquanto que no WP Super Cache o usuário precisa decidir por um entre três modos, além de precisar, segundo eles, criar regras de .htaccess para perfeito funcionamento do plugin.
- O Quick Cache alega ter um controle melhor, mais inteligente e mais eficiente de quem vê páginas em cache ou não, garantindo que o autor do blog sempre seja servido com páginas que não estejam no cache.
O próximo teste
Em nosso próximo teste (sem previsão de data) incluiremos o W3 Total Cache em seus vários cenários, inclusive medindo a economiza de tempo ao usar o recurso de “minify” (compactação de JavaScript e CSS), levando a rapidez de carregamento à proximidade do limite máximo teórico de velocidade, comprovando ou contestando sua autoproclamada fama de ser o melhor e mais rápido plugin de cache para o WordPress.

O maior problema do Total Cache, testando de todas as formas que pude, foi o bom desempenho com pouco tráfego e um sumidouro de recursos quando a visitação aumenta (algo em torno de 80 simultâneos para cima e ele começa a atolar).
[]‘s
Oportunamente escreverei um artigo explicando melhor as razões, se possível com uns números para justificar, mas por ora a falta de tempo está me oprimindo.
Obrigado pela atenção.
gostaria de uma luz para ele voltar a funcionar
Ou peça ao seu host para voltar um backup.
E se sua empresa de hospedagem for realmente boa, peça a eles que consertem o problema e otimizem o WordPress para você.
Agora, se for uma empresa medíocre, nem adianta perder tempo, pois vão dizer que não é da alçada deles resolver problemas com os sistemas do cliente.