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Textos com Etiquetas ‘metablog’

O que fazer quando você muda o estilo de blogar?

31, outubro, 2010

Sou blogueiro desde 2004. São mais de seis anos escrevendo quase diariamente na Internet.

Nesse tempo todo mudei muito de estilo de blogagem. Comecei fazendo um “diarinho”, até por não saber direito o que estava fazendo, o que era um blog; depois passei a escrever sobre tecnologia; então fascinei-me pela possibilidade de ganhar dinheiro com blogs, e passei a escrever sobre o assunto, quase ao mesmo tempo em que escrevia sobre blogs em geral. Então, vi que misturar tantos assuntos só servia para meu blog não ter uma identidade própria, e para irritar leitores que me liam por gostar destes mas não daqueles textos.

Com essa epifania acabei criando novos e muitos blogs. Tenho blog de nicho sobre praticamente tudo o que já escrevi (sim, estou exagerando), sendo o Viamão Lotado a cria resultante de minhas metablogagens.

Agora, estou passando por uma nova fase, um novo amadurecimento, eu diria, e este processo sugere que eu escreva umas linhas a respeito dele.

Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço

Aos leitores que acatam toda e qualquer sugestão que veem em metablogs (principalmente nos que se propõem a ensinar a blogar) uma palavra de alerta: não faça o que eu vou descrever abaixo, mas sim faça o que eu deveria estar fazendo.  A fim de não ficar parecendo apenas mais um conjunto de regras vomitadas por um pretenso conhecedor de seja lá o que for, tentarei justificar cada uma das ações (que são poucas).

1. Identifique a mudança a ser feita

Esta fase não tem certo e errado; você simplesmente vai ter que conhecer seu conteúdo e saber o que pretende mudar, e por quê.

Em meu caso, meu blog pessoal vai deixar de falar sobre uma miríade de assuntos, porque vai ser canal para eu expressar minha opinião (em vez de blog de variedades, vai ser um blog realmente pessoal e de opinião). Além disso, não quero que nenhum post mal escrito esteja nele, só quero deixar publicados textos dos quais eu me orgulhe, e cujo conteúdo ainda seja atual e condizente com minha opinião (sim, em seis anos eu mudei muito de opinião, graças a Deus).

2. Apague os posts que não interessam mais

O que estou fazendo é simplesmente apagar os posts que não quero mais que estejam no blog. São posts que me envergonham, quem têm um caráter tão temporal que não fazem mais sentido no blog, sobre assuntos específicos ou mera divulgação de notícias ou de assuntos irrelevantes como meu café da manhã ou a saúde de meu bicho de estimação.

Só que isso está errado.

Uma página uma vez indexada nos motores de busca só deveria ser apagada por um motivo muito forte. Em vez disso eu deveria ter criado um outro blog, movido os posts para lá e feito um redirecionamento 301 usando uma das muitas possibilidades (a mais fácil é um plugin para WordPress chamado Redirection).

3. Reescreva os posts que podem ser melhorados

Essa parte também não tem muito o que acertar ou errar. Mas é claro que eu estou errando, pois se achar que tenho de reescrever um post eu o apago, incorrendo no mesmo erro já explicado no parágrafo acima.

Conclusão

Eu sei o que devo ou não fazer com meu blog, de forma a não perder visitação nem faturamento. Entretanto, por mais que muita gente me acuse de mercenário, não são esses números que me interessam e que me impulsionam a manter meu blog pessoal, e sim a satisfação de expressar minha opinião no espaço que já existe há tanto tempo, e que por mais que possa parecer nunca estará saturado ou fechado: no caso de um blog, estabilidade excessiva pode ser sinônimo de morte, o que não desejo a nenhum de meus blogs, principalmente para este.

Janio Sarmento Geral , , , , , , , , ,

Hipocrisia: um dos problemas dos metablogs

6, abril, 2008

Naturalmente, eu assino vários fides de metablogs, alguns dos quais me divertem, outros me instruem, e alguns… bem, alguns me causam pena.

Há muito tempo atrás o Rafael Slonik (mais conhecido pelo seu Novo-Mundo) criou um metablog acerca de monetizaçãode sites chamado Blog Verde: verde porque essa cor alude aos Dólares que o Rafael ganha com o seu blog, e um metablog sobre monetização porque, à época, ele andava famoso por faturar mais escrevendo na Internet do que muito analista de sistemas formado.

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Janio Sarmento Blogs, Críticas , , ,

Meta Blog – Por quê um Metablog?

28, janeiro, 2008

Um metablog é um blog que trata especificamente acerca de… blogs. Sempre achei que projetos que visam falar única e exclusivamente (salvo raras exceções) de blogs não têm uma audiência sustentável, digamos assim. Na minha mais profunda ignorância bloguística imaginava caras como o Bruno Alves e moças como a Nospheratt perfeitos funboys, muito embora desde os primórdios da minha “vida blogueira” que não é tão remota assim, já os respeitava e reconhecia sua inteligência, relevância e seriedade em tratar do assunto que lhe era proposto.

Daí surgiu uma grande incógnita. Um blog de variedades pode ter opinião. Um blog de nicho pode ter opinião. E um metablog? Pode ser tratado como um blog sério sem ser um papagaio repetidor, reproduzindo, praticando o famoso retrabalho, criando conteúdo duplicado? Creio que pode. E eu sempre tive vontade de fazer um. Por duas razões, cada uma num tempo e espaço diferentes.

A primeira foi porque eu não imaginava que conseguiria que meu blog sobrevivesse mais de 6 meses. Eu achava que depois de um certo tempo eu me tornaria um sujeito chato, repetitivo e sem graça tendo que recorrer para áreas que tenho facilidade, por exemplo a tecnologia, para driblar este problema. Mas como falar de tecnologia em blogs, de WordPress, de plugins, de SEO, se nem ao menos eu ter tentado ser blogueiro antes? Creio que muitos iniciantes cometem esse erro, acabam se queimando com o meio por tentar ensinar algo que não sabem. Ah, sim, já ia esquecendo: o sem graça fica a critério de vocês que lêem meu blog pessoal, mas o chato e repetitivo acho que não. Creio que consegui produzir boas coisas nesse tempo, ainda que pequeno, suficiente para que pudesse arrebanhar alguns leitores fiéis e em paralelo conseguir uns paraquedistas para fazer a alegria geral dos meus filhos que podem, então, desfrutar de um bom caviar nas sextas-feiras chuvosas de Florianópolis.

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A segunda razão é a força motriz de eu estar inaugurando este novo blog neste post. Eu acho que estou pronto para falar de blogs, dar os meus pitacos, compartilhar as minhas andanças por este mundinho paneleiro e umbiguista. Ensinar? Não, de forma alguma. Se você veio neste blog querendo que eu te ENSINE alguma coisa, meu nobre e fiel leitor, você vai perder seu tempo. O que eu quero com este blog, e não é por acaso nem falta de grana para registrar um novo domínio e hospedagem (os blogs estão rendendo bem, se pagam e permitem estes luxos adicionais), é fazer uma extensão do Blog do Becher que tem por filosofia comentar o cotidiano, ou fazer “comentários da vida alheia”, como ele é descrito. Neste caso, quero comentar a blogosfera alheia. Não que eu não faça parte dela e se torne alheia, mas de uma forma ou de outra eu precisava manter o slogan, caracterizando melhor a extensão.

Vou falar da parte técnica dos blogs, claro, falar de plugins que uso e que quebram galhos enormes, tentar compartilhar com vocês o que eu faço para me virar nas tarefas de casa dos meus blogs, quais ferramentas estão disponíveis para ajudar-nos a sobreviver com blogs competitivos e atraentes na questão técnica.

E aqui começamos esta “viagem”, eu espero sinceramente que vocês embarquem, gostem e me sirvam de termômetro, usando os comentários e o formulário de contato para que eu possa dosar muito bem os assuntos abordados aqui. Apertem os cintos.

Daniel Becher Geral , , , , ,